terça-feira, 12 de abril de 2011

“Mosquitérica”: armadilha contra a dengue

Desde o início do projeto "Todos contra a dengue" nosso maior objetivo é a prevenção do mosquito e da doença evitando que eles apareçam. Mas e nos casos onde já existem o foco do mosquito? Pensando nisso, o blognos ensinará a construir “uma mosquitoeira genérica: a mosquitérica”.

Vamos precisar dos seguintes materiais:
- uma garrafa PET (retire o anel – lacre – da tampa com cuidado, porque ele será utilizado);
- um pedacinho de microtule (aquele tecido de véu de noiva);
- uma lixa de madeira nº 180;
- uma tesoura;
- fita isolante;
- quatro grãos de alpiste ou arroz, ou uma bolinha de ração para gato;

Construindo...
- corte a garrafa em duas partes: uma delas vira um copo e a outra, um funil;
- lixe a parte interna do funil, para torná-la áspera;
- prenda o microtule sobre a boca da garrafa. Utilize o próprio lacre para fazer isso;
- encha o copo com água e coloque os grãos ou a ração no fundo;
- coloque o funil dentro do copo e prenda os dois com fita isolante;
- o nível de água deve chegar, inicialmente, até a metade do funil.

Como qualquer armadilha, o objetivo é atrair o inimigo para ela.

As fêmeas do mosquito têm sensores que detectam onde há mais nível de evaporação para colocarem seus ovos. Como a parte interna na mosquitérica foi lixada, a água evapora em maior quantidade do que se estivesse em outro recipiente, logo, esse será o local escolhido para a desova.

Outro critério escolhido pelas mamães-aegypti é a quantidade de microorganismos presentes na água, que vão servir de alimento para as futuras larvas. Com os grãos ou a ração ao fundo, esse quesito também está garantido.

À medida que os ovos começarem a ser depositados na parede áspera do funil, é preciso ir completando o recipiente com água para que os ovos se transformem em larvas. Como as larvas têm fome, elas nadam até o fundo do funil, atravessam o microtule e vão atrás da comida que está no fundo do copo.

Só que elas crescem e não conseguem voltar de volta pelo microtule. Ficam presas e morrem sem ar na parte entre o copo e o funil.

ATENÇÃO: Como em biologia não há nada absoluto, pode ocorrer de uma ou outra larva ficar fora do padrão de tamanho, e com isso aparecer no funil, acima da tela de microtule. Caso isto aconteça, é só descartá-la na terra e depois repor a água. Por isso, não é só fazer a Mosquitérica, mas faz parte do processo de cidadania responsável vigiá-la, pelo menos, a cada 3 dias.

DICA: para saber se as larvas que estão dentro da Mosquitérica são do mosquito Aedes aegypti, use o feixe de luz de uma lanterna e ilumine-os; se as larvas se retorcerem demonstrando incomodadas, então essas são do mosquito Aedes aegypti.

Fonte: http://afabiobrasildiversos.blogspot.com

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